MAIS UMA DE DONA ZORAIDA!

outubro 18, 2008
Dona Zoraida ao lado do apresentado Nico Fagundes, em março de 2008

Dona Zoraida ao lado do apresentado Nico Fagundes, em março de 2008

 

Muita gente me pede fotos atuais de dona Zoraida. Como hoje é o aniversário dela (e vocês podem conferir uma singela homenagem à aniversariante clicando aqui), estou divulgando uma fotografia tirada em março deste ano, durante as gravações do programa Galpão Crioulo Especial Teixerinha, na casa da Glória.

 

Mais imagens de dona Zoraida, Teixeirinha e dos eventos promovidos pela Fundação Vitor Mateus Teixeira podem ser encontrados no site http://picasaweb.google.com.br/teixeirinhaweb


PARABÉNS DONA ZORAIDA!

outubro 18, 2008
Zoraida e Teixeirinha em 1957

Zoraida e Teixeirinha em 1957

 

Há exatos 76 anos, num dia 18 de outubro, nascia em Rio Pardo, Zoraida Lima. Filha do casal Anápio e Estela, morena de cintilantes olhos azuis, filha do meio na numerosa família dos Lima… Zoca não ficou conhecida por nenhum destes atributos. Ela se tornou uma personalidade respeitada e admirada graças ao marido, ninguém menos do que Vitor Mateus Teixeira.

 

Dona Zoraida e Teixeirinha se conheceram em Santa Cruz, no verão de 1956. Ele ainda era um artista amador, animava bailes pelo interior e pouco tinha a oferecer. Ela também não era de família rica. Levado à casa dos Lima por um dos filhos da família, o ainda desconhecido Vitor Mateus Teixeira acabou se encantando por Zoraida. Noivaram e, em 21 de setembro de 1957, casaram-se em Santa Cruz do Sul, numa bonita festa na principal e mais famosa igreja da cidade.

 

De Santa Cruz, o casal foi residir em Soledade e, depois, em Passo Fundo. Dona Zoraida teve de se acostumar à vida mambembe do marido, mas só por pouco tempo. Em 3 de outubro de 1958 nasceu a primeira filha do casal, Nancy Margarethe. Em seguida, veio Gessy Elisabethe. Zoraida conta que seu sonho era ter um menino e, para que isso acontecesse, tentou várias vezes. Acabou tendo quatro meninas, as quais – relata – sempre foram o xodó do pai. O menino não veio.

 

Em 1959, Zoraida viu o marido partir para a mais ambiciosa de suas excursões. Teixeirinha passou 21 dias em São Paulo, na tentativa de realizar seu maior sonho: transformar-se em um cantor de sucesso. Quando voltou a Passo Fundo, com o primeiro compacto gravado, nenhum dos dois poderia supor o que viria depois.

 

A história, no entanto, nós já conhecemos. Depois de algumas gravações de pouco sucesso, Teixeirinha estoura com Coração de luto (1960) e sai pelo Brasil, cantando e faturando. A família vai morar em Porto Alegre, de onde Zoraida não sairia mais (a não ser em passeios ou nos verões, quando os Teixeira se transferiam para Capão da Canoa).

 

Foram mais de duas décadas de união. Dona Zoraida conheceu praticamente todas as pessoas que fizeram parte da rede social de Teixeirinha. Eu me arriscaria a dizer, inclusive, que ninguém sabe mais sobre o homem e o artista do que ela. Uma conversa com dona Zoca é de encher os olhos! São causos, comentários, histórias do cotidiano de uma senhora cujo ânimo contagia. Volta e meia e ela sai com uma tirada engraçada, com uma risada, um comentário sobre a boa fase do tricolor gaúcho (sim, ela é gremista até os dentes!)… Para que se tenha uma idéia, basta dizer que dona Zoraida foi a primeira pessoa a ouvir Coração de luto, minutos depois que Teixeirinha a compôs!

 

Neste aniversário, só nos cabe desejar muita saúde, paz e alegria a dona Zoraida. E que ela permaneça por muitos anos mais lá nos altos da Glória, recebendo com carinho os fãs e contando as histórias que todo mundo gosta de ouvir. Ah, e pra arrematar, deixo uns versos de “Gaúcho pialado”, composição que Teixeirinha teria feito em homenagem a Zoraida no início da carreira:

 

Amo demais um serraninha

Linda gaúcha lá de Bom Jesus

A flor serrana mais linda que eu vi

Que eu conheci num baile em Santa Cruz

 

Na minha vida eu nunca fui pialado

Nunca liguei pro amor na vida

Me descuidei com meu coração

E caí nos braços da mulher querida!


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