Meus queridos leitores e, porque não dizer, amigos: depois de uma longa estada envolvido com meu trabalho de pesquisa, finalmente consegui um tempo para escrever-lhes algo importante: estou suspendendo as atualizações deste blog por tempo indeterminado.
Como sabem, no início de 2008 me mudei para Porto Alegre com o intuito de pesquisar a vida e a obra de Teixeirinha. Todo o material coletado se transformará, em breve, na minha dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A vida numa capital – para quem vem do interior – é corrida, e o ritmo de um mestrando também. Desde que fixei moradia em Porto Alegre, não tive mais condições de manter o blog atualizado com a mesma periodicidade, o que me deixou bastante chateado – tendo em vista o número de pessoas que sempre freqüentaram a página.
Tentei de todas as maneiras manter o blog em dia. Sei da importância deste espaço e sempre quis fazer dele o melhor possível. No entanto, os afazeres do mestrado e da própria vivência na capital, me impeliram a abandonar a página aos poucos, sem que – por fim – eu conseguisse cumprir com meus próprios prazos.
De antemão, quero dizer que este blog não é tão fácil de ser mantido quanto outros. No Memórias do Chico – minha página pessoal, onde discuto temas variados – consigo manter um ritmo diário de postagens que me consomem pouquíssimo tempo. Aqui, entretanto, existe um público mais exigente, os assuntos obrigatoriamente têm que girar ao redor do mesmo eixo (Teixeirinha) e é muito difícil ter sempre uma boa pauta. Além do mais, a tarefa de escolher imagens, temas e notícias que não firam o ineditismo de minhas pesquisas e nem aos próprios traços particulares de Teixeirinha, é bastante complicada. Sendo o blog de um pesquisador (embora eu sempre tenha buscado um distanciamento quando escrevi aqui), é preciso que determinadas peculiaridades sejam respeitadas. É questão de ética profissional.
Eu poderia prosseguir postando textos rasos uma vez a cada um ou dois meses, mas não acho justo desrespeitá-los desta forma. A uma página que sempre teve como preocupação a qualidade dos textos, das imagens e das novidades, não convém esse decréscimo de qualidade.
Por estas e outras, estou encerrando o Revivendo Teixeirinha. Mas deixo claro: a página continuará no ar, como uma pequena enciclopédia de textos sobre o “Rei do Disco”, um depositário de informações muito úteis (creio eu), para aqueles que não conhecem, ou que querem aprender mais sobre Teixeirinha. Continuarei – na medida do possível – atendendo às dúvidas e curiosidades dos fãs através do meu endereço de email, o chicocougo@gmail.com . E, claro, estando a página no ar, procurarei – sempre que possível – conferir se alguém deixou um novo comentário e se posso auxiliá-los.
Também esporadicamente, pode ser que eu reapareça com algum novo texto especial, ou ainda com algum material de interesse, que não me demande muito tempo e maior compromisso com as atualizações da página.
Peço desculpas a vocês, que leram este blog, por esta interrupção. Ficam pendentes, eu sei, os Discomentando e outros textos que vinha prometendo há alguns meses. Se for possível, tentarei cumprir ao menos estes compromissos em algum momento de férias ou folga prolongada.
Por fim, é preciso que eu agradeça às 70 mil visitas que esta página teve durante seus pouco mais de 2 anos de existência. Este blog, sem sombra de dúvidas, marca um ponto importante na preservação da memória de Teixeirinha, principalmente pela forma com que seus fãs interagiram sempre. É uma pena que eu não possa dar continuidade a este trabalho, mas saio dele satisfeito com a repercussão alcançada e com o grande número de novos amigos que fiz, bem como de inéditas informações que recebi.
Como já disse, nada me priva de retornar ao Revivendo vez por outra. Sendo assim, não os direi “adeus”, mas apenas um “até logo”. E um muito obrigado por tudo, mais uma vez.
Grande abraço a todos,
Chico Cougo
Escrito por Chico Cougo
Foi há 63 anos, num 30 de março, às oito e meia da manhã, que a filha de Wilma Cabral Brum e Euclides do Nascimento Brum veio ao mundo. Foi a primeira de seis rebentos. Batizaram-na de Mary Terezinha Cabral Brum. Mary, sugestão de um tio. Terezinha em alusão à Santa Teresinha, de quem dona Wilma era devota.
Escrito por Chico Cougo
Escrito por Chico Cougo 
3 de março. Há 82 anos, nos confins do Rio Grande do Sul, nascia Vitor Mateus Teixeira. Aquele menino, filho do carreteiro Saturnino e da lavradora Ledurina, quem diria, anos depois passaria à história como o mais popular artista do sul brasileiro. Antes disso, foi o “menino órfão”, uma espécie de “canarinho cantador” que guardava dentro do peito o seu “coração de luto”. Cresceu, andou pela “fazendinha”, trabalhou na “velha estância”… E com o “inseparável violão”, conheceu a “milonga da fronteira”.
Foram mais do que “20 anos de glória”, mais do que um “rio de água” que passou por nossas vidas, cantando a “madrugada” ou as “mágoas do poeta”. Teixeirinha foi o “malandro legal”, “o colono” do disco que não teve “orgulho quebrado”, mas que sempre foi “parada dura” de enfrentar.
Decidi, então, escolher um orkuteiro por post e publicar uma destas interessantes fotos aqui. Quem não é meu amigo no Orkut, mas quer participar, pode deixar o endereço do álbum (desbloqueado) nos comentários ou no Chat. Se a foto for boa, posto aqui sempre com algum comentário rápido.


